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Hipertireoidismo

Entenda o que é Hipertireoidismo e como cuidar da glândula tireoide.

Diversas pessoas confundem o hipotireoidismo e o hipertireoidismo. Já destacamos em postagem anterior o que é hipotireoidismo, agora é a vez de entender o que é o hipertireoidismo.

Para isto, é necessário saber que a glândula tireoide é responsável por produzir dois hormônios, são estes triiodotironina (T3) e tiroxina (T4), importantes para a regulação do metabolismo, que é a maneira pelo qual o corpo usa e armazena energia. O termo Hipertireoidismo refere-se ao aumento na função da glândula tireoide, aumentando os níveis circulantes dos hormônios tireoidianos, sendo também chamada de tireotoxicose, que é a síndrome decorrente do excesso de hormônios tireoidianos.

O hipertireoidismo é mais comum em mulheres entre as idades de 20 a 40 anos, mas os homens também podem ter essa condição. Sua maior incidência é em adultos, porém na infância, embora raro, também possa ocorrer.

Ganham destaque como as principais etiologias do hipertireoidismo: doença autoimune da tireoide, deficiência de iodo, câncer na tireoide e doença de Graves. A doença de Graves é a causa mais comum de hipertireoidismo. Ela ocorre quando o sistema imunológico ataca a glândula  tireoide, provocando seu aumento estimulando-a a produzir excesso de hormônios.

É bastante importante ficar atento a suas manifestações clínicas, sendo as mais comumente encontradas: taquicardia, sudorese excessiva, bócio, irritabilidade, insônia, fadiga, alterações oculares, aumento do apetite, edema de membros inferiores, perda de peso, sendo esta bastante frequente, entretanto, alguns podem apresentar ganho de peso devido o aumento do apetite.

Assim como qualquer doença, quanto mais precoce for detectado melhor para a realização do tratamento, claro que tudo irá depender da causa, da idade, da condição física da pessoa e de quão sério é o seu problema de  tireoide.  As formas de tratamento mais utilizadas são: medicamentos antitireoidianos, iodo radioativo, cirúrgico e os beta-bloqueadores. Se você já foi tratado ou diagnosticado com hipertireoidismo, é muito importante consultar seu médico regularmente para que esta condição clínica sempre esteja monitorada.

É muito importante manter hábitos de vida saudáveis, pratique atividade física, varie os alimentos consumidos, sempre optando por escolhas saudáveis, inclua mais peixes e alimentos antioxidantes em sua alimentação, sempre se atentando ao modo de preparo dos alimentos. Faça exames periódicos e realize o autoexame.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia disponibiliza materiais ensinando como pode ser feito o autoexame, confira um destes materiais:

Aprenda a fazer o autoexame da tireoide.

Material necessário: apenas um copo de água e um espelho.

Orientações:

  • Segure o espelho e procure no pescoço a região abaixo do “gogó”. Ali está a sua glândula tireóide.
  • Incline o pescoço para trás, para ele ficar mais exposto.
  • Beba um pouco de água
  • Com o ato de engolir a tireóide sobe e desce. Não confundir a tireóide com o “gogó”.
  • Observe se existe algum caroço ou saliência.
  • Porém isso não quer dizer que se você não apresentar qualquer saliência ou caroço, não possa apresentar alguma disfunção na glândula, esta é mais uma forma de cuidado.

Essas informações não dispensam acompanhamento do médico ou nutricionista.

Indyanara C. dos Passos
Nutricionista CRN10 5202

Fontes:

MAIA, A. L., et al. Consenso brasileiro para o diagnóstico e tratamento do hipertireoidismo: recomendações do Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Arq. Bras. Endocrinol. Metab., 2013.
SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia.  Entendendo a Tireoide: Hipertireoidismo. Março, 2010.
SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Matabologia. Orientações da SBEM-RJ sobre os cuidados com a glândula tireoide. S.d.
SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Quais são as causas de hipertireoidismo? S.d.
HU- Hospital Universitário. Protocolo de hipertireoidismo/tireotoxicose (no adulto). UFSC , 2015.
OLIVEIRA, V., et al. Hipotireoidismo e hipertireoidismo – uma breve revisão sobre as disfunções tireoidianas. Interciência & Sociedade. v. 3, n. 2, 2014.
NETO, G. M. A função da glândula tiroide e os eventuais componentes da alimentação cotidiana. Indatir – Instituto da Tireoide. Junho, 2016.
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