04 / mar

O sexo nada frágil

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O ano de 2020 trouxe a pandemia do COVID-19, e com ela também surgiram mudanças no comportamento alimentar dos indivíduos. Como temos uma série de comidas gordurosas, açucaradas e fast foods a disposição, passamos a consumir mais alimentos industrializados e delivery de comidas prontas, diminuindo o preparo de comida em casa e as idas ao supermercado de forma presencial.

Essas mudanças podem afetar diretamente a saúde física e mental de todos. Para algumas pessoas, agravaram os casos de distúrbios e transtornos psicológicos já existentes, já para outras, deram início a algum transtorno. Isso se deve também por alguns fatores:

– Preocupação constante com o ganho de peso, devido a interrupção da rotina de atividade físicas;

– Tempo excessivo de telas e redes sociais, que levam a distorção e comparação da imagem corporal;

– Alterações no controle emocional pelo período de isolamento prolongado.

Os principais tipos de transtornos alimentares são a anorexia, a bulimia e a compulsão, desencadeados por uma série de fatores associados à depressão ou ansiedade. Porém, hoje vamos dar ênfase à compulsão alimentar, cada dia mais presente na sociedade.

Quando temos medo, sentimos ansiedade, que pode levar a um desequilíbrio químico. Esses gatilhos emocionais estão ligados à compulsão alimentar e resultam na busca pelo prazer imediato, com o consumo de alimentos calóricos. O ato de comer para se sentir bem ou realizado, pode dar início a um quadro de sobrepeso e obesidade.

Para caracterizar o comer compulsivo como doença, deve ser um padrão recorrente e que ocorra, no mínimo, duas vezes na semana. Esse transtorno está associado a perda de controle, ou seja, a pessoa come grande quantidade de comida rapidamente, perde o controle e não consegue parar de comer mesmo se sentindo estufada ou saciada.

Diferente de um dia em que a pessoa exagera no almoço pois estava com vontade de comer determinado prato, mas sentindo prazer e tendo consciência da quantidade que comeu.  A compulsão alimentar é um ciclo sem fim, em que a pessoa come muito para alívio momentâneo, que gera frustração e estresse, levando a comer cada vez mais.

– “Mas nutri, o que isso tem a ver com a semana da mulher?”

Ser mulher nunca foi fácil, mas hoje em dia é ainda mais exaustivo! Ter que dar conta das tarefas do dia a dia, dos filhos, do trabalho, da casa e de mil e uma funções! E na maioria das vezes, o autocuidado fica de lado, gerando frustração, baixa autoestima, cansaço, tristeza e um mar de emoções por não gostar do que vê no espelho!

Estudos apontam que os transtornos alimentares são mais comuns em mulheres e ocorrem quando existe uma preocupação exagerada com o peso. Além disso, elas procuram mais tratamento que os homens, principalmente pela insatisfação corporal.

Mas por que isso acontece? Geralmente as mulheres são mais suscetíveis a realizar dietas da moda, restrição e contagem de calorias, atos que podem levar ao comer transtornado. Alterando a produção dos hormônios leptina e grelina, que atuam na regulação do apetite, agindo no controle da fome e saciedade.

Anote essas dicas de alimentação para evitar a ansiedade e, consequentemente, a compulsão alimentar:

– Não espere sentir muita fome e evite pular refeições, isso leva a alteração da glicemia e compulsão na próxima refeição;

– Mastigue devagar, o cérebro leva um tempo para processar a sensação de saciedade;

– Planeje o que vai comer para evitar grandes quantidades;

– Mantenha–se hidratado, a mesma região cerebral controla a sede e a fome;

– Pratique exercícios físicos, eles auxiliam na produção de endorfina e dopamina, hormônios do bem-estar e da alegria;

– Alguns alimentos podem auxiliar na diminuição da ansiedade: chocolate meio amargo, peixes, castanha-do-Brasil, folhas verde escuras, frutas cítricas, banana e cúrcuma. Que possuem alguns nutrientes como triptofano, vitamina C e do complexo B, magnésio e selênio.

– Coma com atenção plena! Sentado à mesa, sem telas e distrações.

Lembrando que o tratamento deve ser multidisciplinar, com a atuação do médico psiquiatra, psicólogo e nutricionista, com o objetivo de melhorar a relação do paciente com a alimentação, o corpo e o peso. O processo nutricional deve começar sempre com uma reeducação alimentar.

E o mais importante, nunca deixe que te digam como você deve ser, você é livre para ser o que quiser!

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